Escola de Samba Unidos do Peruche

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Mestre Sala e Porta-Bandeira



CASAL OFICIAL
Thais Paraguassu: iniciou sua trajetória sambística no ano de 1992, desfilando em uma ala na Unidos do Peruche. Permaneceu na escola até o ano 2000, quando estreou como 2ª porta bandeira. Em 2001, fez parte do quadro de casais da Imperador do Ipiranga como 2ª porta bandeira. Já em 2002 passou a ostentar o primeiro pavilhão da Acadêmicos do Tucuruvi, permanecendo na agremiação da Cantareira até 2014, sendo um recorde de 13 anos consecutivos como a porta-bandeira oficial em uma mesma escola. Em 2015 retornou às suas origens, desta vez, ostentando o Pavilhão principal da Unidos do Peruche. Em sua trajetória também contabiliza passagens por diversas escolas do interior de SP, Rio de Janeiro e litoral paulista. Também conquistou os prêmios Troféu Nota 10 SP (2013) e Estandarte de Ouro de Santos (2015).

Fabiano Dourado: Iniciou sua trajetória no carnaval em 1999 no bloco carnavalesco Caprichosos do Piqueri, como destaque de composição. Já em 2001 a 1a. experiência como mestre-sala oficial, na escola de samba Dragões da Real. De 2002 a 2006 foi mestre-sala da Mancha Verde. Em 2007 assumiu o posto de mestre-sala da Acadêmicos do Tucuruvi (com a porta-bandeira Thais Paraguassu) e retornou em 2008 a Mancha Verde como mestre-sala oficial, até 2013. Em 2015 retornou ao Carnaval como mestre-sala oficial da Imperador do Ipiranga.

 

SegundoCasalSEGUNDO CASAL
Jennifer: iniciou sua carreira em 2007 no Águia de Ouro- Filhos da Águia permanecendo até 2008. Em 2010 ostentou os Pavilhões Oficiais da Torcida Independente e Estação Invernada, 2011 Torcida Independente, 2012 desfilou como segunda porta bandeira na Império de Casa Verde e em 2013 ostentou o Pavilhão Oficial da mesma agremiação. No carnaval 2014 desfilhou como porta bandeira convidada na Pérola Negra e em 2015 empunhou o Pavilhão da Casa do Mestiço, em Praia Grande.

Alex Santos: iniciou como mestre sala mirim na Acadêmicos da Vila Santo Antonio, em Ferraz de Vasconcelos, permanecendo até 2004 na agremiação. De 2010 a 2014 defendeu o Pavilhão Oficial da Folha Verde e em 2015 desfilou como 2º mestre sala na Unidos do Peruche.

 

casal3TERCEIRO CASAL
Thayla: estreou como porta bandeira em 2014 no Morro da Casa Verde.

Alex Ribeiro: iniciou em 1988 na ala das crianças na Rosas de Ouro, passando em alas na Águia de Ouro, Império de Casa Verde, Tom Maior, Tatuapé, Leandro de Itaquera e Lavapés, foi passista no Barroca Zona Sul e estreou como mestre sala na mesma agremiação em 2014. Em 2015 foi mestre sala da Torcida Jovem.

 

 

aaaaAPRESENTADORA
Maria Zesunita Palmeira: terá o papel de apresentar e apoiar o casal em ensaios, eventos e desfile. A escolha foi uma decisão tomada pelo casal com o aval da diretoria. Maria está na agremiação há 07 anos e estreou como apoio do 1º casal no ano de 2015. Nos anos anteriores foi membro da equipe de Harmonia da escola.

 

HISTÓRIA

Uma das funções de maior destaque e importância dentro de uma escola de samba é o casal de mestre sala e porta bandeira. Eles são considerados os anfitriões da escola e tem a responsabilidade de ostentar seu símbolo maior, o Pavilhão.

Segundo a história, nos cortejos da Rainha e do Rei do Congo, um negro sem camisa e descalço carregava um mastro com um pano colorido na ponta, era o Porta Estandarte do cortejo real. Nas festas do Imperador do Divino, que se apresentava nos domingos de Páscoa, o Imperador eleito saía pelas ruas com uma corte numerosa tendo a frente o "Alferes da Bandeira" carregando o pavilhão do Divino, e o estandarte era respeitosamente beijado, como fazemos hoje com as bandeiras das Escolas de Samba.

Na época da escravidão do povo negro, em dias de baile os escravos aproveitavam a hora de servir os nobres para observar sua dança, o Minueto, depois, na senzala, copiavam a seu modo, já que viam apenas partes da dança.

Até o início dos anos 30 a porta bandeira precisava de proteção, pois ela ostentava o Pavilhão.  Cabia ao Baliza (atual mestre sala) da escola rival “retalhar” o Pavilhão da concorrente e este tinha uma navalha. Por isso a bandeira era confeccionada com cetim ou seda, pois o tecido dificultava os cortes. A partir de então a luta passou a ser simbolizada: o baliza pegava a mão da Porta Bandeira da escola adversária. Ela seguia dançando até a sede do vencedor, obrigando o seu Baliza a acompanhá-la para o resgate. Ele resgatava a porta bandeira, porém, o pavilhão só seria recuperado no ano seguinte quando tinha que buscar no local de ensaio do bloco que o pegou, obviamente nestas ocasiões havia grande confusão ao som dos gritos de "Enrola o pano" ou seja enrola o Pavilhão, o que era a maior humilhação.

O “roubo” ocorria, normalmente, quando as agremiações se apresentavam e os Balizas, desenvolvendo o bailado se descuidavam da proteção da Porta Bandeira.

O saudoso Juvenal Lopes que foi Presidente na Mangueira, era no início da década de 30, o Baliza da Deixa falar. Foi o velho Maça quem introduziu e primeiro desfilou como Mestre-Sala nas Escolas de Samba, aprendeu com o famoso Hilário Jovino Ferreira, o Laiu de Ouro, com o Getúlio Marinho e Teodoro, ases na coreografia elegante, cheia de arabescos com que conduziam a Porta-Estandarte. Com um lenço branco nas mãos ou um leque que os balizas usavam nos Ranchos e Blocos, os personagens sugeriam figuras buscadas na Corte Real e a coreografia era dotada de elegância e finura.

A partir da oficialização das Escolas de Samba, o Mestre Sala e a Porta Bandeira tornaram-se os principais personagens da escola que defendem.

A primeira escola de samba a trazer um casal no carnaval paulistano foi a Unidos do Peruche, na década de 50, eram Manezinho e Janete.

O mestre-sala e a porta-bandeira ostentam o Pavilhão da escola usando fantasias luxuosas que podem pesar até quarenta quilos, somente o casal oficial é julgado.

A porta-bandeira é a figura mais representativa de uma escola de samba: a ela cabe a honra de conduzir o pavilhão da entidade. Ela deve mostrar garbo, graça, elegância na postura e na dança, apresentando-se com desenvoltura, deve conduzir o Pavilhão sempre desfraldado, sem enrolar no mastro ou bater no mestre sala. A porta-bandeira jamais se curva a qualquer pessoa, uma vez que ela ostenta o ponto máximo da escola que é o seu pavilhão. O seu bailado tem características próprias que são movimentos giratórios em torno de seu próprio eixo, no sentido horário e anti-horário.
O mestre-sala é o guardião do pavilhão. Tem a finalidade de chamar a atenção para o pavilhão. Todo o seu trabalho deve se voltar para a porta-bandeira. O casal executa um bailado próprio no ritmo do samba (não devendo nunca sambar); fazem constantemente movimentos ensaiados, tem variedades de passos e entendem-se a um simples olhar nunca se comunicando verbalmente.

CRITÉRIOS DE JULGAMENTO DO QUESITO DA LIGA INDEPENDENTE DAS ESCOLAS DE SAMBA

O quesito Mestre-Sala e Porta-Bandeira avalia as indumentárias e o bailado do casal, com passos e características próprias.

Cabe a Porta-Bandeira conduzir e ostentar o pavilhão da escola de samba com giros no sentido horário e anti-horário.

Cabe ao mestre-sala o papel de cortejar, apresentar e conduzir a porta-bandeira, bem como proteger e apresentar o pavilhão da agremiação, devendo desenvolver gestos e posturas elegantes e corteses, que demonstrem reverência, com passos e características próprias: giros, meneios, mesuras, meias-voltas e torneados, observando-se o respeito e a manutenção das tradições, desde que pareçam naturais e se voltem a porta-bandeira e ao pavilhão.

O jurado deve observar o desempenho do casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira durante todo o campo de visão de sua cabine, considerando que existe diferença entre andar e bailar.

Pontos de balizamento do julgamento do quesito Mestre-Sala e Porta- Bandeira:

SINTONIA: O jurado avaliará a harmonia, a graça, leveza e majestade do par, que deve apresentar uma sequência de movimentos coordenados, deixando evidenciada a integração do casal.

O jurado penalizará o casal em que o Mestre-Sala:

  1. Tocar o pavilhão de forma brusca;
  2. Permanecer de costas para a porta-bandeira. Podem ocorrer momentos em que o mestre-sala dê as costas para a porta bandeira, mas este movimento só é permitido quando ele está executando passos característicos da dança e que se revelem momentâneos.
  3. Deixar o pavilhão bater em seu rosto.
  4. Executar movimentos que não são direcionados à Porta-Bandeira ou ao Pavilhão.
  5. Tocar o joelho no chão.
  6. Cair durante sua apresentação.

O jurado penalizará o casal que, em conjunto, apresentar em sua exibição:

  1. Choque corporal.
  2. Comunicação verbal.

Postura: Avalia-se a forma de conduzir e a apresentar o pavilhão com altivez, simpatia e elegância.

O jurado penalizará o casal em que a porta-bandeira:

  1. Se curvar a qualquer pessoa, uma vez que ostenta o símbolo máximo da escola que é o seu pavilhão.
  2. Deixar o pavilhão enrolar no seu corpo o no próprio mastro.

ESTILO: O jurado avaliará o bailado próprio do casal devendo considerar que não sambam, mas sim executam um bailado no ritmo do samba, com passos e características próprias, reverências e giros.
O jurado observará a criatividade do casal, caso a agremiação opte por utilizar passos inovadores – o que não é uma exigência, devendo zelar pela manutenção às tradições.
O casal deve bailar com elegância, postura e desenvoltura, sem aplicar gestos vulgares, assim considerados aqueles que não expressem elegância e sobriedade no bailado.  É proibido aos casais de mestre-sala e porta-bandeira a realização de gestos tais quais caricias, afagos, beijos ou encontros de rostos, uma vez que estes são incompatíveis com a função de guarda e proteção do pavilhão.

Adequação e Integridade da Fantasia:
O jurado avaliará a concepção, execução, adequação e integridade da fantasia do casal. Para tanto, avaliará:

  1. A concepção da fantasia do casal, bem como o efeito causado pela utilização de cores e materiais.
  2. O esmero, cuidado e atenção com que foram confeccionadas e decoradas as fantasias.
  3. A integridade das fantasias, como por exemplo, tecidos rasgados, adereços quebrados e saiotes arqueados.O jurado punirá a queda ou perda, mesmo que acidental, de parte da indumentária como, por exemplo, sapatos, esplendor, chapéu etc.

Considerações gerais:
Os jurados não deverão avaliar questões inerentes a quaisquer outros quesitos, restringindo-se aos pontos apresentados neste manual.
O julgamento somente começará no momento que escola de samba adentrar a pista de desfile, que começa na faixa amarela inicial e terminará quando a escola de samba ultrapassar a faixa amarela que demarca o final.
Para avaliar as agremiações, os jurados deverão atribuir notas de 8,0 (oito) a 10,0 (dez), graduadas em décimos (8.0 – 8.1 – 8.2 – 8.3 – 8.4 – 8.5 – 8.6 – 8.7 – 8.8 – 8.9 – 9.0 – 9.1 – 9.2 – 9.3 – 9.4 – 9.5 – 9.6 – 9.7 – 9.8 – 9.9 – 10).